A melhor idade de se viver

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A melhor idade de um ser humano é aquela que nos faz sentir melhor e mais saudável. É aquela em que ainda podemos nos mover de um lugar para o outro, ir e vir sem prescindir de alguém para nos deslocar e fazer tarefas corriqueiras inerentes ao ser humano.

Diz o poeta que a melhor idade é aquela em que não contamos o tempo, e sim quando vivemos o tempo, proporcionando felicidade a nós mesmos e a todos ao nosso redor. Essa é a teoria ideal.

Para a mulher o peso da idade é mais difícil. Depois dos 30 anos vão aparecendo imperfeições em nosso corpo, a idade crítica para a flacidez.

É a partir desta época, que a mulher começa a perder a capacidade de repor colágeno na pele, tanto do corpo quanto do rosto. E é a perda dessa substância que provoca a crise em muitas companheiras mais preocupadas com a beleza externa.

Nunca fui tão vaidosa para me importar muito com isso. Na adolescência fui muito complexada com o corpo e com meu tipo físico, nunca gostei muito do que eu via no espelho e isso me trouxe algumas complicações.

Em compensação a esse problema da adolescência e juventude, sempre gostei de festas, de sair com amigos, de viver, de passear. Ainda hoje gosto disso: de muitas coisas que gostava naquela época. De fazer amigos, de livros, de cinema, de mar, da vida, enfim.

Quando criança, vivemos experiências que guardamos para o resto de nossas vidas. Passagens que vão formalizar o nosso caráter de adultos. Na adolescência eu tive muitos problemas de adaptação.

Fui uma moça rebelde que não aceitava imposições de ninguém e esse meu comportamento me trouxe experiências nem tanto agradáveis. Mas eu tive nesse período os meus dias mais lindos.

Convivi com os amigos e adquiri com eles diversas experiências de vida que foram gratificantes que enriqueceram a minha fase adulta.

O amadurecimento nos traz convicção daquilo que queremos para nossas vidas e a certeza se valeu ou não as experiências do passado.

Veja tambem: Melhor idade: A arte de dizer não

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Depois dos 30 anos vão aparecendo imperfeições em nosso corpo, a idade crítica para a flacidez.

Mas quando a gente passa da juventude para essa fase, começam a surgir outros tipos de problemas típicos da idade. Já não temos a firmeza física e o equilíbrio de antes.

Vamos nos tornando frágeis diante de alguns obstáculos práticos da vida, em oposição à nossa certeza de que somos melhores espiritualmente, isso se tivermos aprendido com as lições e as rebordosas que a vida nos dá.

A melhor idade é aquela quando não temos que carregar tanta responsabilidade diante da vida e não nos sentimos culpados. Quando a gente tem toda a vitalidade, vigor e muitos planos para realizar ainda. O momento de viver a vida sem pensar muito no que ainda virá pela frente e fazer o que pode ser feito de melhor, porque quando o futuro nos chega e se torna o presente, nem sempre podemos dizer que essa ou aquela experiência é a melhor ou a ideal, mas sim a real, a que está ao nosso alcance.

Olívia de Cássia  – Jornalista

Fonte: tribunahoje

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