Cresce a procura por cuidadores de idosos na região de Ribeirão Preto

0
202

Há três meses, quando perdeu a mãe, a dentista Ana Jábali Marques, 51, de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), e os três irmãos se viram no desafio de estar mais próximos do pai, de 91 anos.

Ele, porém, vivia em Avaré, a 267 km de São Paulo. Ana decidiu acolhê-lo em sua casa, mas a dúvida ainda permanecia: quem lhe daria assistência? A solução foi “terceirizar” o cuidado. A família decidiu contratar uma empresa de cuidadores de idosos.

Já presente na capital, o serviço de cuidadores de idosos, autônomos ou por meio de empresas, cresce no interior, ainda que timidamente.

Se na região metropolitana de São Paulo são 130 empresas do gênero, no interior há cerca de 25, segundo o Sindhosp, sindicato que representa hospitais e clínicas.

“Mas aqui em Ribeirão isso ainda engatinha. É um mercado a ser desenvolvido”, afirma o presidente do Sindhosp, Yussif Ali Mere Júnior.

A procura por cuidadores mais especializados tem crescido há três anos. Existem até cursos gratuitos –a Prefeitura de Ribeirão Preto formou no ano passado 29 cuidadores.

Quando o idoso precisa de atenção 24 horas, em vez de ter de contratar vários funcionários, há famílias que pagam um “pacote” para a empresa. Ela se encarrega do rodízio dos profissionais e da cobertura aos finais de semana.

As ações vão além do cuidado básico. “O cuidador não é só para dar banho ou remédio. Pode dar uma volta na rua com o idoso, ser companhia e até ler para quem já não enxerga bem”, diz Letícia Coelho Pires, enfermeira-coordenadora da Home Angels em Ribeirão, empresa que tem 145 franquias.

A Ribeirão Preto Home Care, que existe há sete anos, notou um maior interesse pelo serviço há três anos.

Edson Silva/Folhapress Os alunos Vilma Correia Diniz e Nilton Cezar Carvalhas durante aula de curso de cuidador de idoso na Fortec

“A população está envelhecendo e as famílias muitas vezes não têm tempo para dar toda a atenção”, diz a coordenadora administrativa Ana Carolina Ravagnani.

Só em Ribeirão, pessoas com mais de 60 anos são 12,3% da população –eram 7,2% nos anos 80.

Segundo Mere Júnior, do Sindhosp, uma das vantagens de optar pela empresa em vez de contratar diretamente é ter maior segurança de que o currículo da pessoa foi checado e ela, treinada.

Mas o custo ainda é alto: pode chegar a R$ 10 mil conforme a quantidade de horas e necessidade do paciente. Para o geriatra do HC de Ribeirão Paulo Formighieri, quando a família tem essa possibilidade, a melhor opção é manter o idoso sob cuidados em casa. “O ambiente doméstico é mais acolhedor e facilita para que ele não se sinta tão desorientado.”

Fonte: BOL

Se você gostou dessa publicação, por favor curte, compartilhe, divulgue;ajude-nos a construir este projeto