Geriatra explica caminho para se chegar à melhor idade com vigor

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Não fumar, não ingerir álcool e realizar atividade física regularmente fazem parte do envelhecimento saudável

Estima-se que 13% da população brasileira constitui-se de pessoas idosas, ou seja, com mais de 60 anos. O envelhecimento ainda está envolvido por muitos tabus, por exemplo, estar relacionado à incapacidade em exercer atividades ou funções. Este tipo de ideia não é saudável, basta fazer planos para envelhecer com mais qualidade de vida e motivação, pois este é um caminho inevitável, que não precisa ser visto como o fim da vida útil.

Estudo “Saúde, bem-estar e envelhecimento” (SABE) revela que 47% dos indivíduos idosos têm algum grau de dependência física, cognitiva ou ambas. A dependência física atinge tanto a realização de atividades diárias, como alimentar-se, tomar banho ou controlar as necessidades básicas, ou atividades instrumentais da vida, como sair de casa ou escolher um transporte. De acordo com o médico geriatra Paulo Villas Boas, com algumas práticas é possível chegar à melhor idade com vigor e saúde. “O principal fator que determina um indivíduo ser dependente ou não são as doenças das quais ele é portador. Por exemplo, se ele tem insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica, osteoartrose, osteoporose que leva a uma fratura de quadril, entre outras. Tudo isso está entre os fatores determinantes para o indivíduo ficar com maior grau de dependência”, explica.

O geriatra destaca que o primeiro passo para uma pessoa ficar independente é realizar uma programação ao longo da vida. “Se o indivíduo fuma, provavelmente ele tem maior chance de desenvolver uma doença pulmonar obstrutiva crônica, um acidente vascular encefálico ou uma insuficiência coronariana no futuro e se é diabético também. Então, na verdade, o fator determinante para reduzir a incapacidade funcional do indivíduo é o controle das doenças de base e ter um hábito mais saudável de vida. Ou seja, não fumar, não ingerir álcool em grandes quantidades, realizar atividade física regularmente”, ressalta o médico.

Paulo Villas Boas destaca ainda outro aspecto importante que está relacionado à capacidade cognitiva é o grau de escolaridade. “Quanto mais alto o grau de escolaridade do indivíduo menor é a dependência cognitiva”, frisa. Para ele, é preciso conscientizar a população em geral, mas especialmente os idosos, sobre a prevenção de doenças. “De uma maneira geral, o brasileiro está mais consciente, principalmente porque tem mais acesso à informação. E com isso, toda vez que temos acesso à informação se busca mais alternativas, mais intensamente, para a preservação da saúde. Um exemplo clássico disso são os grupos de terceira idade que aumenta a possibilidade de socialização e a participação de idosos nas academias, isso faz com que preservem mais a saúde e a redução da incapacidade física”, completa o médico.

Fonte: JM OnLine

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