Dia Mundial do Idoso: o respeito e o abandono. Há o que se comemorar nesta data?

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Na cultura oriental, os idosos são vistos como símbolos da sabedoria, da experiência

 RBS Por Moacir Pereira 01-10-2013

Celebra-se hoje em todo o Brasil o Dia do Idoso. Celebrar é força de expressão. A data costuma passar em branco. Governos e políticos gostam mesmo é de paparicar jovens e adultos. Idosos, para a sociedade em geral, são considerados incômodos, penosos fardos.

O Japão comemora o Dia do Respeito ao Idoso a 16 de setembro. Na cultura oriental, os idosos são vistos como símbolos da sabedoria, da experiência. São valorizados porque já deram tudo de si para sua Pátria. Recebem homenagens das autoridades e da sociedade.

Vilson Kleinubing, governador catarinense, realizou em 1992 uma missão oficial a Tóquio para tratar de investimentos japoneses no Estado. Resolveu estender o roteiro a Província de Aomori, no extremo norte do Japão, para agradecer a extraordinária contribuição dos produtores na qualificação da maçã catarinense.

Um belíssimo cerimonial marcou o encontro solene dos dois governadores. No final, saíram juntos. Quando iam atravessar a calçada, depararam com um cidadão de mais idade. O governador de Aomori parou, olhou para o concidadão, inclinando a cabeça e o corpo solenemente em sinal de respeito. Interrompeu o trajeto para ele passar primeiro.

Aqui, o abandono dos idosos se dá em todos os níveis. Agora mesmo, com esta greve dos bancários, o desrespeito é flagrante. Nas agências bancárias, idosos desesperados aguardando empregados do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – bancos públicos – para sacarem seus proventos. Alguns foram até hostilizados, quando apelavam por seus direitos.

O Japão tem o maior número de idosos do planeta. Quando mudar a cultura dos brasileiros em relação aos idosos, o país melhora.