Anjo da guarda eletrônico, para vovôs e vovós

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Equipamento é aliado de quem quer segurança sem abrir mão da autonomia

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Imagem ilustração

Dona Beth tem mais de 70 anos, goza de boa saúde, mora sozinha, é independente e ativa. Ao se levantar do sofá para atender o telefone, tropeçou, caiu e fraturou o braço esquerdo. O socorro veio horas depois, de uma vizinha que a viu deitada no chão da varanda do apartamento. “No dia da queda, eu não pretendia ligar para a minha mãe ou passar em sua casa. Fico imaginando o que poderia ter ocorrido”, avalia o cirurgião cardíaco Fernando Binello.

A história de Da. Beth endossa as estatísticas internacionais. Dados norte-americanos indicam que 60% das quedas em idosos acontecem dentro de casa. Cair ao subir escadas, escorregões em superfícies muito lisas e tropeços estão entre as situações mais frequentes. Estudos mostram que 32% das pessoas com 65-74 anos; 35% dos que têm entre 75-84 anos e 50% daqueles com mais de 85 anos caem pelo menos uma vez por ano. “No Brasil, as quedas são a sexta causa de morte entre os idosos”, acrescenta o médico.

O episódio fez com que Binello empreendesse uma busca por soluções de segurança em situações de emergência, mas que não comprometessem a independência e o estilo de vida da mãe. Foi assim que ele descobriu o IrisSenior. Quando acionado, o equipamento contata uma central de atendimento que dispara sinais de alerta aos familiares e outras pessoas listadas, por meio de ligação telefônica, mensagem de SMS e e-mail, podendo até chamar a ambulância e outros serviços cadastrados pelo usuário.

Teleassistência

O equipamento é bem simples, composto de um console pequeno (22 centímetros), um relógio de pulso e um pingente. O usuário pressiona um botão de emergência em um dos acessórios que, por radiofrequência e num alcance de cerca de 100 metros, faz com que o console abra um canal com a central de atendimento em viva voz, iniciando a chamada de emergência. O acionamento dos contatos é feito mesmo se o usuário não conseguir narrar o ocorrido. “Essa agilidade é essencial, já que o tempo em que são prestados os primeiros socorros impacta incisivamente o risco de vida e as chances de êxito na recuperação”, avalia o cirurgião cardíaco.   

O console funciona ligado à eletricidade e a uma linha telefônica e é homologado pela Anatel. No caso de falta de luz, é acionada uma bateria com autonomia de 30 horas. Outra vantagem é que  pode ser transportado e instalado com facilidade em qualquer lugar do Brasil. 

Além das múltiplas funcionalidades – o IrisSenior também possui sensor de presença, de fumaça e pode ser usado como viva-voz nas ligações telefônicas – o preço foi outro motivador para o médico: R$ 170 por mês – os aparelhos são deixados com o cliente no sistema de comodato. “Manter o maior nível de autonomia é essencial para a qualidade de vida de qualquer pessoa, independentemente da idade. Além disso, morar na própria casa é uma demanda cada vez maior por parte das pessoas da terceira idade, que não querem abrir mão da sua privacidade”, analisa Binello. “O IrisSenior contribui para a manutenção dessa condição de independência tanto para os usuários como para seus familiares”, afirma.

Thalita Linhares

Fonte: RM Comunicação