'Dieta da vovó' pode ser chave para alimentação saudável

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Livro sugere que comer mais comidas caseiras e menos produtos industrializados é melhor do que qualquer regime da moda

Nada de regimes restritivos, sucos estranhos ou suplementos vitamínicos – para ter uma alimentação saudável e escapar dos males causados pelos alimentos industrializados, basta se espelhar na dieta que os nossos avós seguiam. Foi isso que a jornalista Marcia Kedouk descobriu durante suas pesquisas para escrever o livro Prato Sujo – Como a Indústria Manipula os Alimentos para Viciar Você (Editora Abril).

Na obra, a autora explica o surgimento da indústria alimentícia no mundo e tenta descobrir como chegamos ao que ela descreve como a “pandemia da barriga cheia” – de acordo com o Global Burden of Disease de 2010, um estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças relacionadas à obesidade já matam mais do que a desnutrição infantil.

Embora o interesse por temas ligados ao bem-estar seja crescente, as pessoas não estão aprendendo a se alimentar melhor. “Há um mito de que comer de forma saudável custa muito caro e só pode ser feito por meio de alimentos orgânicos ou produtos light”, afirma.

Dieta da vovó — Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein, também defende o que ele chama de “dieta da vovó” como chave para uma vida mais saudável. O menu dos antigos não incluía as inúmeras substâncias artificiais e prejudiciais à saúde que fazem parte das comidas industrializadas da atualidade. “Consumir o máximo possível de alimentos caseiros elimina a necessidade de qualquer tipo de suplementação”, diz Cukier.

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A dupla querida pelos brasileiros não deve ser separada. Juntos, o arroz e o feijão criam uma superproteína formada por dois aminoácidos – a metionina, do arroz, e a lisina, do feijão – que ajudam o organismo a reconstruir tecidos. Separados, porém, o arroz e o feijão não criam a superproteína.

O nutrólogo explica que combinar os alimentos corretamente também é importante. A mistura do clássico arroz com feijão, por exemplo, cria uma poderosa proteína que não existe se a dupla for ingerida separadamente. “Infelizmente, a dupla está sendo gradativamente substituída por modismos”, afirma.

Fonte: VEJA