Cerca de 40% dos idosos que vivem em São Paulo nunca foram ao teatro

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Uma pesquisa no estado de São Paulo mostra que tem muita gente que nunca foi ao teatro e nunca foi ao cinema.  E principalmente, mostrou esse estudo, que são as pessoas da terceira idade que estão deixando de aproveitar o teatro, o cinema. Tanta opção boa que tem em São Paulo.

A explicação, infelizmente, é triste. Muitos idosos não têm dinheiro para ir a cinema, shows. E por problemas de locomoção e acesso não conseguem chegar aos locais com programa de graça.

Mais de 8 mil paulistas foram ouvidos na pesquisa que faz um retrato dos hábitos culturais do estado.

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O que você faz no seu tempo livre? Se diverte?

“Sempre procuramos, pelo menos duas vezes por mês ir ao cinema”, diz uma mulher.

“Ir ao cinema, ao teatro”, diz uma jovem.

Cinema é a resposta de 75% dos paulistas de 12 a 24 anos. Também é o programa mais popular para 62% entre os que têm de 25 a 34 anos.

“É o que me inspira e me faz viver também”, diz outra jovem.

E o que esses jovens e adultos menos fazem é assistir a espetáculos de dança e concertos.

Falta de informação para poder despertar para um mundo novo, diz o administrador de empresas Paulo Eduardo Rocha Santos, de 30 anos.

Quanto menos escolaridade, menor o interesse por atividades culturais. Um exemplo disso são as pessoas que nunca pisaram numa sala de cinema. Na nova classe média, isso é realidade para 14% das pessoas com formação superior e para 22% dos que fizeram só o ensino fundamental.

A pesquisa ouviu 8 mil moradores de 21 cidades do estado de São Paulo com mais de 100 mil habitantes. Nessas cidades, vive metade da população do estado.

A pesquisa também deu atenção especial a um outro público: o idoso. E constatou que esse grupo é o grande excluído cultural. Para se ter uma ideia, de cada 10 deles, quatro chegaram à terceira idade sem nunca ter visto uma peça de teatro.

“Eu costumo ir com a minha filha. Quando a minha filha compra a entrada e me convida eu aproveito e vou”, diz a aposentada Encarnação Ribas Cinquini, de  89 anos.

“Eu acho a dificuldade de locomoção. Eu acho o preço, o custo… porque o idoso normalmente não tem tantas posses, não é todo mundo que tem”, afirma a aposentada Celia Marisa Cinquin.

Esse produtor cultural concorda. E acha que o pessoal da terceira idade merece curtir mais essa fase da vida.

Se a gente está prorrogando a vida e as pessoas vão poder chegar aos 70,  80 anos e, daqui a pouco, aos 90 anos com uma saúde boa, uma saúde razoável, a gente imaginaria que elas iriam justamente poder aproveitar de tantas coisas que a gente muitas vezes não pode fazer porque está ocupado, está trabalhando, diz o produtor cultural José Luiz Goldfarb.

Além de revelar os setores que ainda precisam de mais ações culturais, a pesquisa também traz algumas curiosidades.

Por exemplo, Chico e Ana Paula, vocês arriscariam dizer qual é o tipo de música preferido do paulistano? Vou dar uma dica: “nestes versos tão singelos minha bela, meu amor, pra você quero contar o meu sofrer e a minha dor”.

É “Tristeza do Zeca”.

Veja também : Elza & Fred – O Amor Não Tem Idade

Fonte: G1

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