Conheça os 3 estágios da evolução do Alzheimer

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A doença de Alzheimer se caracteriza por uma deterioração progressiva das funções intelectuais, transformando a evolução da doença em algo muito variável. Em alguns casos, a evolução é muito rápida – menos de um ano; já em outros, essa deterioração pode levar mais de 15 anos.

Com a finalidade de ajudar os familiares a compreenderem as mudanças que ocorrem durante a evolução da doença, podemos dividir em 3 fases: leve, moderado e severo.

É importante lembrar que a evolução dos sintomas não é igual para todos, e que cada etapa pode se desenvolver gradualmente ao longo dos anos.

Confira a seguir!

1º estágio – leve

Esse estágio tem uma duração aproximada de quatro anos, onde podemos observar:

  • Alterações da memória;
  • Dificuldade para aprender coisas novas;
  • Discreta perda da memória remota, ou seja, o paciente começa a ter problemas para lembrar de memórias antigas.
  • Desorientação espacial: o paciente não reconhece bem o lugar onde está.
  • Mudanças de humor e sintomas de depressão, como apatia, perda de iniciativa, etc.
  • Nesta fase, a linguagem, as habilidades motoras e a percepção continuam bem. O doente é capaz de manter uma conversa, é sociável e compreende a comunicação, como gestos, entonação, etc.

2 º estágio – moderado

A duração desse estágio pode  durar de dois até dez anos. É onde ocorrem as alterações mais importantes do funcionamento do cérebro, com a aparição dos sintomas mais chamativos.

  • Afasia-  O doente começa a ter dificuldades na fala e linguagem.
  • Apraxia – O doente tem dificuldades em realizar funções básicas já aprendidas, como se vestir e utilizar talheres.
  • Perda parcial da capacidade de reconhecimento, mas ainda consegue recordar de ambientes familiares e de orientações pessoais, como seu nome, idade e lugar de nascimento. Ainda recorda de seu cônjuge e parentes.
  • É descuidado com sua higiene pessoal. Fica confuso em relação as suas memórias, dizendo lembrar ou reconhecer algo que não conhece.
  • Começam as manifestações neurológicas em forma de debilidade muscular, como alterações de postura, caminhada, entre outros.
  • Aparecimento de sinais psicóticos, como alucinações e ilusões.
  • Depende cada vez mais da presença de um cuidador.  O doente perde o interesse por passatempos e atividades das quais gostava antes.  Ele se mostra cansado, sonolento e repete várias vezes os mesmo atos, como dobrar várias vezes a mesma peça de roupa.

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3º estágio – severo

Nesse ponto os sintomas cerebrais se agravam, acentuando a rigidez muscular e a resistência a alteração de postura. Podem surgir tremores e crises epiléticas.

Os paciente se mostram profundamente apáticos, perdendo as capacidades automáticas adquiridas, como a de tomar banho, se vestir sozinho, andar ou comer.

  • Apresenta uma certa perda de resposta a dor;
  • Aparecimento de incontinência urinária e fecal;
  • Os pacientes ficam acamados, com alimentação assistida, dependendo totalmente dos cuidadores.

Fonte: CONAZ

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