O FATOR EMOCIONAL NO CÂNCER

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*Por Natália Ceará

Não é de hoje que se discute o quanto nossa saúde emocional e o quanto trabalhamos nossos sentimentos e pensamentos pode colaborar para o surgimento de um câncer ou mesmo para a piora de um quadro já existente da doença.

Segundo Marisa Esperanza, do site Psicologia e Saúde, no segundo século Dr. Galen já dizia que mulheres deprimidas tinham mais tendência ao câncer que as de temperamentos opostos.

Também Valliant, apesar de não estabelecer correlações especificas entre traços de personalidade e doenças, demonstrou que alguns mecanismos de defesa são, além de ineficazes, prejudiciais à saúde física.

As pessoas, por estarem assim estruturadas do ponto de vista de sua personalidade, não só são mal ajustadas emocionalmente, como fisicamente e têm mais chances de adoecer. Barrows, em 1783, atribuiu o câncer às paixões desenfreadas da mente que afetam o paciente durante um longo tempo.

Hunn, por volta de 1822, em texto por ele escrito, “Câncer de Mama”, disse da influência de fatores emocionais no surgimento e no crescimento de tumores.

Há muitas causas que resultam no câncer, múltiplos fatores ambientais, genéticos, biológicos, alimentares, hábitos e comportamentos poderão contribuir para um diagnóstico dessa doença tão perigosa, dolorosa ao paciente e aos que estão à sua volta.

Contudo, estamos aqui para retratar a importância das emoções, sentimentos, sensações e pensamentos que podem resultar nesse grande mal da humanidade.

Segundo reportagem da Carla Prates, do Uol Ciência e Saúde, em março de 2011, evidências mostram que os sentimentos podem ser um fator importante no desenvolvimento da doença.

Alguns estudos nessa linha estão publicados no livro “Psico-Oncologia: Caminhos e Perspectivas”, organizado pela psicóloga Carmen Maria Bueno Neme, pesquisadora na área da saúde e desenvolvimento humano da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.

“O estresse é atualmente reconhecido por seus efeitos imunodepressores e potencialmente relevantes para a gênese das neoplasias malignas (nome científico do câncer)”, afirma ela no livro. “As pessoas interpretam e enfrentam os fatores de estresse de forma diversa e podem prolongar ou não sua exposição a esses fatores.

Como conseqüência, pode manter ou não profundas alterações psicofisiológicas desencadeadas, como a imunodepressão.”

Algumas pesquisas sugerem que a ação do estresse sobre o organismo humano pode provocar modificações funcionais em células, diminuição de linfócitos e de imunoglobina, atuando na redução das defesas do corpo.

A pesquisadora notou que as relações familiares e conjugais são as mais potentes geradoras de estresse, ao comparar mulheres com e sem câncer de mama, útero e ovários.

Ela descobriu que as mulheres com câncer tinham maior dificuldade para expor o que sentem, resolver e superar mágoas e contrariedades (com seus familiares) ou então para lidar com perdas e culpas.

Se pensarmos de maneira simplista, teremos uma equação simples: Tudo que pensamos e sentimos está direta ou indiretamente ligado ao nível de estresse que enfrentamos, seja por nossa ansiedade, tensão do dia-a-dia, nervosismo, que geram efeitos indesejáveis e danosos ao nosso sistema imunológico, abrindo espaço para que as doenças se instalem, entre elas, o câncer.

Recentemente, uma área da Medicina, a psiconeuroimunologia ganhou força ao demonstrar a interação entre os estados emocionais e a reação física disparada por eles que pode acabar levando a alterações orgânicas.

“Todos sentimentos e emoções precisam ser respeitados e compreendidos para não prejudicarem o corpo”, diz Maria Belmira Paes de Almeida, psicóloga e psico-oncologista de São José do Rio Preto.

“É isso que levaria uma situação estressante a se transformar em um aviso do corpo, como uma dor de estômago. Sem dar a devida atenção, isso poderia virar algo mais sério como uma úlcera.

E, se mesmo assim, as angústias não são ‘digeridas’, entendidas, aceitas, o corpo grita, podendo surgir então o câncer”, acredita a psicóloga.

Se costumamos somatizar desde um simples susto até as mais profunda das tristezas ou ódio, imagine todo esse conteúdo sendo armazenado, negado, não exposto e não trabalhado…Só poderá resultar em doenças que incluem o câncer entre diversas outras de igual ou pior gravidade.

Portanto, NUNCA TENHA VERGONHA ou medo, ou receio de pedir ajuda. Existem profissionais prontos e extremamente qualificados e de confiança para quem você pode se abrir, expor suas mágoas, problemas, e ter o suporte emocional para que seu corpo tenha mais saúde, em todos os sentidos.

Ouvir a si mesmo enquanto fala, também é bastante esclarecedor. E um psicólogo pode intermediar tudo com excelência, humanidade, sigilo e cautela.

Se você conhece ou tem na família alguém que já teve câncer, sabe o quão difícil é enfrentar essa doença. Repasse esse artigo, compartilhe em suas redes sociais. Vamos juntos alertar e ajudar cada vez mais pessoas e a melhorarem sua saúde emocional, aumentando seu nível de saúde geral!

*Natália Ceará é Psicóloga, Professional & Life Coach & Palestrante com ampla atuação. Já realizou atendimento à famílias, crianças, adolescentes e grupos. Sua missão é potencializar a autoestima e a qualidade de vida do maior nº de pessoas possível, através da conquista de seus objetivos em todas as etapas da vida!

Fonte:Bem viver mais

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