Síndrome do Pânico: 6 dicas para quem convive com ela

0
476

Ataques de pânico geralmente acontecem de repente e sem aviso prévio, em qualquer período do dia e também em qualquer situação

A síndrome do pânico é uma crise de ansiedade aguda e intensa, com duração de 15 a 30 minutos e manifestações físicas e pode ocorrer em qualquer lugar, contexto ou hora. 

Ela pode se manifestar em situações de desafio e de dificuldade para “dominar”o ambiente como, por exemplo, metrô lotado, multidões, engarrafamento, fobias, acidentes, catástrofes etc…

Problemas como TOC e hipertiroidismo também podem causar crises.

Causas:

As causas exatas da síndrome do pânico são desconhecidas, embora a Ciência acredite que um conjunto de fatores possa desencadear o desenvolvimento deste transtorno, como:

  • Genética
  • Estresse
  • Temperamento forte e suscetível ao estresse
  • Mudanças na forma como o cérebro funciona e reage a determinadas situações (como por exemplo estar num lugar cheio de gente, falar em publico, entre outras situações que até então eram consideradas normais pelo paciente, contudo o cérebro de repente passa a reagir diferentemente nessas situações

Alguns estudos indicam que a resposta natural do corpo a situações de perigo esteja diretamente envolvida nas crises de pânico. Apesar disso, ainda não está claro por que esses ataques acontecem em situações nas quais não há qualquer evidência de perigo iminente.

Fatores de Risco:

A síndrome do pânico costuma afetar mais mulheres do que homens e pode ser desencadeada por alguns fatores considerados de risco, como:

  • Situações de estresse extremo
  • Morte ou adoecimento de uma pessoa próxima
  • Mudanças radicais ocorridas na vida
  • Histórico de abuso sexual durante a infância
  • Ter passado por alguma experiência traumática, como um acidente.

Sintomas:

Ataques de pânico geralmente acontecem de repente e sem aviso prévio, em qualquer período do dia e também em qualquer situação, como enquanto a pessoa está dirigindo, fazendo compras no shopping, em meio a uma reunião de trabalho ou até mesmo dormindo.

  • Sensação de perigo iminente
  • Aumento da pressão e da frequência respiratória e cardíaca;
  • Falta de ar e sensação de asfixia;
  • Tontura
  • Náusea
  • Suor frio
  • Pernas bambas
  • Tremedeira
  • Calafrios ou ondas de calor
  • Desconforto no peito
  • Medo de morrer ou ficar louco
  • Desmaio ou vomito

Os ataques de pânico podem alterar o comportamento em casa, na escola ou no trabalho. As pessoas portadoras da síndrome muitas vezes se preocupam com os efeitos de seus ataques de pânico e podem, até mesmo, despertar problemas mais graves, como alcoolismodepressão e abuso de drogas.

Tratamentos:

  • Terapia: a opção mais viável é uma terapia cognitiva e comportamental. Este método utiliza a visualização, técnicas de respiração e relaxamento para evitar e lutar contra os sintomas da síndrome de pânico.
  • Antidepressivos: visam reduzir a intensidade e a freqüência de ataques de pânico.

Dicas:

Seis dicas para quem convive com a Sindrome do Pânico::

  1. Incomoda mas não mata: sintomas de pânico são bem desagradáveis, mas não levam a morte.
  2. Respire: durante as crises de pânico a respiração fica alterada, o que piora muito o quadro. Inspire lentamente pelo nariz, retenha por pouquíssimo tempo o ar nos pulmões e exale também lentamente pelo nariz. É muito importante que o tempo que o ar sai, a expiração, dure o dobro do tempo que levou para entrar. Se você inspirou, por exemplo, por 2 segundos, a expiração deve durar 4 segundos. Mantenha essa respiração controlada por 30 a 60 segundos.
  3. Mude o foco da atenção: não fique focado nos sintomas, procure desviar sua atenção para alguma outra coisa, um cenário, uma foto, ou alguma imagem relaxante que você tenha de algum lugar que conheceu.
  4. Evite ficar muito tempo sem comer: 3 ou 4 horas sem se alimentar pode provocar queda dos níveis de açúcar no sangue e provocar uma crise de pânico. Coma periodicamente, não fique em jejum prolongado.
  5. Restrinja cafeína: café no máximo 4x ao dia, sendo que o último até as 17 horas. Excesso de cafeína pode, isoladamente, provocar crises de pânico.
  6. Seja seletivo com as notícias e informações que procura: não estimule seu cérebro com catástrofes desnecessariamente, por exemplo, com notícias em que você não pode fazer nada a respeito e só servem para colocar seu cérebro em alarme e facilitar crises.

Flávia Merschmann  & Natália Ceará  – Psicólogas – Bem Viver + (www.bemvivermais.com)

*Flávia Merschmann é colaboradora do Portal Amigo do Idoso. Psicóloga e terapeuta experiente, em constante aprimoramento teórico e com participação ativa em Grupos de Estudos, Simpósios e Congressos. Preparada para tratar depressão, ansiedade, síndrome do pânico, transtornos de aprendizagem e conflitos em geral. Atua também como palestrante, instrutora de treinamentos e workshops. Graduada em Psicologia pela The University of Tampa (Tampa, FL, USA) desde 2012. Áreas em que já atuou: Clinica; Escolar; Hospitalar e Recursos Humanos (R&S).

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here