Convivência: Nosso maior desafio

0
536
Pode tranquilizar-se! Você não vai achar aqui a solução de todos os problemas, mas com certeza poderá aprender muito sobre como lidar melhor com eles!

Frequentemente falamos ou ouvimos: “Abaixa o volume!” “Você não fez a sua parte mais uma vez!” “Eu esperava um mínimo de reconhecimento!” “Você é insuportável!” E por aí vai…

Vamos tentar entender…Desde os mais primórdios tempos a convivência já se configurava com regras e modelos práticos, por exemplo: enquanto o homem saía para caçar, a mulher cozinhava, tirava as peles etc., contudo, hoje sabemos que todos esses papéis podem ser perfeitamente revezados e realizados por qualquer sexo com a mesma destreza.

Ok, mas se não são nossos diferentes papeis que dificultam e limitam tanto a convivência, o que seria?

A resposta mais exata com certeza envolve duas palavras: EXPECTATIVA E COMPROMISSO.

Enquanto seguimos desenhando na nossa imaginação um parceiro(a) ideal (ou então mãe, pai, irmão, amigos ideais etc…), eles seguem sendo apenas quem realmente são e é claro que isso nos traz muita frustração, pois nem sempre a realidade combina com o desenho que fizemos (aliás, raras vezes).

Aí está a nascente de toda a dificuldade vivida pela humanidade quando se trata de conviver, principalmente quando se divide um mesmo espaço.

Imaginamos e formulamos expectativas (a nosso modo, é claro) e, a partir daí, nosso cérebro só torce para que essa lógica que construímos ocorra sem vírgulas. Porém, como já percebemos há muito, isso não acontece.

Mesmo assim seguimos imaginando, tentando adivinhar e projetando nos outros nossas necessidades e nossa completude.

Seguindo desse ponto, você já pode imaginar as diversas situações nas quais passa todos os dias com os queridos e queridas no qual convive. Até aqui tudo bem, muito fácil de entender…

Todavia, como vou viver sem planos? Sem expectativas? Quando me vejo já estou pensando no que eu, o mundo e os outros precisam ser e acontecer para que minha vida siga em frente….Como se desliga essa função?!

Pois é…a má notícia é que não temos simplesmente como desligar nossa ÁREA DE PLANEJAMENTO do cérebro, não temos como cessar nossa mente inquieta quando esta começa a bolar expectativas, pois isso garante nossa sobrevivência, nossa rotina, nossas conquistas e aprendizado.

Todavia, podemos e devemos começar, o quanto antes, a flexibilizar, diminuir a intensidade, a frequência e estarmos abertos a redesenhar essas expectativas, o tempo todo. Elas devem ser elásticas, inteligentes emocionalmente e versáteis. Tarefa nada fácil, mas bastante compensadora!

Como isto pode ser compreendido?

É como se todos nós fôssemos peças de um quebra-cabeça, e nossa expectativa é aquele lado fêmea da peça, no qual sabemos que o outro deverá se encaixar para o relacionamento ocorrer, no entanto, é esse “espaço” que devemos flexibilizar, suavizar, permitindo que o outro se encaixe e exerça seu papel do jeito que puder e quiser, como você gostaria que fosse feito contigo, permitindo sua liberdade, sua autenticidade e suas falhas. Certo ou errado?!

Peraí! Então você está dizendo que eu devo ficar me moldando o tempo todo para que os outros possam ser quem são?!!

Não!…Estou dizendo que, caso sua pré-expectativa não seja correspondida, você esteja mais aberto(a) para lidar e entender os motivos, assim não doerá tanto e você tirará maturidade, crescimento e autoconhecimento disso tudo.

Por outro lado, nós não somos tão ruins assim. Muitas vezes até conseguimos imaginar o que o outro espera de nós e acertamos em cheio, porém, com certas pessoas e situações, mesmo você se esforçando 200%, você não atingirá aquela determinada expectativa. Isso ocorre muito em empresas e, por exemplo, com o padrão físico em que uma mulher se espelha.

Isso não significa que você é uma negação ou que foi incompetente, mas sim que, suas capacidades, condições atuais, preferências e estilo de personalidade não se “encaixam” da forma como gostaria. Por isso tantos desencontros, até por quê, o formato das peças não é estável, ele vai mudando com o tempo e se moldando com as experiências.

Por isso que, por vezes, conseguimos nos moldar para encaixar em alguns lugares e relações, mas, em outras vezes, isso não é possível e precisamos buscar o novo….Ou seja, estarmos abertos a encontrar novas “conexões” ou manter as mesmas de uma forma diferente (algo muito complicado, mas não impossível).

Isso tudo ocorre em ambos lados…Não somos correspondidos como gostaríamos e também não somos capazes de corresponder às expectativas alheias em todo momento.

Quando uma nova conexão se estabelece, trazendo certo equilíbrio, segurança e felicidade, devemos buscar crescer junto a ela, nos fortalecendo e aprendendo a sermos melhores.

Se por vezes a coisa não se encaixa tão perfeitamente, algum dos lados precisará se flexibilizar, como dito acima. Isso não ocorrendo, o incômodo permanecerá, como uma inflamação, que se não dada a devida importância, infecciona e adoece.

Portanto, temos que entender que, não há uma maneira mágica de viver onde todas as peças sempre se encaixarão perfeitamente, atendendo às expectativas gerais, mas sim, que podemos e devemos nos flexibilizar sempre que possível e, quando não for possível, ter a sabedoria de abrir mão e seguir em frente.

“Ás vezes, não conseguir aquilo que você quer, é uma tremenda sorte!”. – Dalai Lama –

Lembre-se: É necessário muita coragem para desistir de quem você é hoje, para tornar-se quem você pode ser amanhã!.

Espero que tenha gostado, volte mais vezes, pois sempre há novos conteúdos nossos por aqui! Aproveite para compartilhar nas suas redes sociais e ajudar várias pessoas em suas dificuldades de convivência!

Por: Natália Ceará & Flávia Merschmann – Bem Viver + | www.bemvivermais.com

*Natália Ceará é colaboradora do Portal Amigo do Idoso. Psicóloga, Professional & Life Coach & Palestrante com ampla atuação. Já realizou atendimento à famílias, crianças, adolescentes e grupos. Sua missão é potencializar a autoestima e a qualidade de vida do maior nº de pessoas possível, através da conquista de seus objetivos em todas as etapas da vida.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here