O complexo relacionamento com seus pais: 3 Fases Cruciais!

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O intuito aqui é sintetizar o que muitos enfrentam no relacionamento com seus pais. Seja você um adolescente, um adulto ou uma pessoa na terceira idade, talvez isso lhe ajude a refletir, compreender, perdoar e ressignificar as fases que viveu ou ainda irá viver!

1) Infância:

Quando crianças, nossos pais representavam o melhor porto seguro que poderíamos ter. Alguns podem ter sentido isso com relação a seus avós ou até uma babá, porém, vou me restringir aqui aos casos entre pais e filhos.

Chorávamos quando nos perdíamos deles, quando sentíamos sua ausência ou sua ira, enfim, era difícil imaginar aquelas pessoas longe de nós ou apáticas à nossa presença.

A aprovação dos pais com relação ao que você é e faz parece ser um meio de vida. Quando não aprovam ou não permitem algo, a compreensão desse fato se faz tão difícil e dolorosa ao mesmo tempo, que só conseguimos chorar. Alguns faziam birra, tornavam-se agressivos, um exagero sem sentido que nos foi necessário, afinal precisávamos entender o que era frustração, que não éramos reis e rainhas e que o amor, apesar de incondicional, tem regras!

2) Adolescência:

Nessa fase tudo muda de figura…Autoestima oscilando como em montanha-russa, queremos o carinho dos outros como quando éramos bebês fofos, mas as cobranças são outras…Passamos a ser mais autores e protagonistas do que queremos e de como nos sentimos (mesmo não tendo a autonomia e independência necessária para simplesmente agir como tal), tornando-se, cada vez mais difícil, o fato de ter que obedecê-los, percebendo seus defeitos, suas dificuldades, entendendo que não são aqueles super heróis que pintávamos pois neles também há uma parcela de vilões.

Tudo se transforma, inclusive a maneira com que você costumava demonstrar seu amor por eles. Você não quer mais chorar ou espernear para que eles entendam suas necessidades. Eles parecem, de repente, não ter mais razão com relação à nada!

Muitas discussões, seguidas por pedidos de perdão e a vida segue!

3) Vida Adulta:

Aqui, dois termos fundamentais passarão a fazer mais sentido do que nunca: maturidade e autoconhecimento. Você descobre que não será nem terá tudo o que planeja antes dos 30. Sua inteligência emocional evolui conforme o nível e a quantidade de responsabilidade que você passa a acumular, trazendo outros níveis de consciência e de empatia com relação aos seus pais, irmãos, avós etc.

Você tinha certeza absoluta de que tudo ficaria mais facil, afinal você teria um bom emprego, salário, sua independência e não terá mais a obrigação de estudar, ufa…seria um alívio mesmo….mas para isso precisaríamos não ter contas para pagar, carreira para manter, ou seja, o que você achava ser o ponto final, não só traz mais stress como mais solidão, pois agora tudo (ou quase tudo) passa a depender SÓ DE VOCÊ!

O modo de encarar e julgar seus pais e sua família muda completamente, você passa a ter outro respeito e até mesmo outra maneira de falar com eles. Passa a entender melhor quem você foi para eles, o que se tornou e o que deve fazer para corrigir, melhorar ou reforçar tudo isso.

Também tem o fato de que agora passou a fazer muito mais sentido estar com eles dando risada em casa num sábado, do que ir pra uma balada ou encher a cara e não contar nada para eles.

Seus pais voltam ao posto de super-heróis, mas de maneira diferente, pois há uma outra espécie de admiração no ar…. que inclui empatia. Você reconhece o que se tornou ou deixou de se tornar por conta deles e entende todo o sacrifício, as dores, as delícias e os porquês de muito do que se passou. Há um interesse agora mais genuíno e terno pelas histórias deles, pelos antepassados e ao mesmo tempo sempre haverá janelas mal fechadas, questões mal resolvidas, dúvidas que se perdem no tempo e passam a abrir espaço para a tranquilidade, para o perdão, para o “prefiro ser feliz do que ter razão”.

Mais tarde, alguns de nós percebemos que estaremos mais perto do que nunca deles, pois estão precisando muito de nossos cuidados, nosso amor, nossa presença, nossa fé e dedicação, como sempre o fizeram por nós.

Um ciclo complexo, doloroso e prazeroso ao mesmo tempo.

Espero que de alguma maneira você tenha percebido questões importantes com esse texto e passe a analisar como se sente e como está agindo com relação à tudo isso.

Por: Natália Ceará & Flávia Merschmann. Psicólogas da Bem Viver + | Acesse também: bemvivermais.com

*Natália Ceará é colaboradora do Portal Amigo do Idoso. Psicóloga, Professional & Life Coach & Palestrante com ampla atuação. Já realizou atendimento à famílias, crianças, adolescentes e grupos. Sua missão é potencializar a autoestima e a qualidade de vida do maior nº de pessoas possível, através da conquista de seus objetivos em todas as etapas da vida.

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