A imensa aventura do “conhecer-te a ti mesmo”. Será que você está pronto(a)?!

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A jornada do Autoconhecimento é uma viagem sem volta. Quanto mais se caminha pra dentro de si e de sua história, maior é o grau de transformação e maiores são as possibilidades da mudança no padrão de comportamento e na visão que se tem de sua vida e de tudo à sua volta.

Carl Jung sabiamente nos ensinou: “Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta!” O quão sincero(a) você tem sido consigo mesmo(a) a seu respeito?  Nesse ‘despertar’ que Jung propõe, todo cuidado é pouco! No caminho sempre haverá flores e espinhos, portanto, não se deixe enganar caso, durante sua viagem, você enxergue apenas o caminho florido ou apenas o caminho espinhento. Se estiver se percebendo num desses caminhos, sua visão e compreensão com certeza estão distorcidos.

Não adianta investigar o que há dentro de você apenas com “olhos de mel”, enxergando tudo o que há de bom e bonito, como que mascarando e evitando suas sombras. Da mesma maneira, também não é recomendado olhar-se apenas “com olhos de fel”, a mergulhar intimamente apenas em sua escuridão e no lado negro da força. Temos que reconhecer e dimensionar, o mais fielmente possível, ambos lados, sabendo que não existe uma divisão, não estamos cindidos, tudo está sempre junto e misturado: luz e sombra, virtudes e fraquezas.

Uma das estratégias mais eficazes e simples para iniciar essa jornada é se perguntando e observando o que você pensa e sente em relação aos outros. Um pouco esquisito esse exercício, não é?! Vamos elucidar melhor então o motivo dessa eficácia:

Não é à toa que Freud dizia: “Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”. Ouvir o que os outros dizem, nos dá mais informações sobre a personalidade, o caráter e a posição daquele indivíduo, do que de quem ele está falando propriamente dito. Através do que o outro nos revela, de como ele se comporta e até observando o que ele deixa de dizer ou deixa de fazer, podemos entender muito a seu respeito. Assim também o é conosco. Observando cada atitude e palavra nossa, ou cada silêncio e cada sentimento que nos é despertado (se realmente estivermos atentos aos detalhes), saberemos mais sobre como funcionamos.

Aquilo que nos incomoda no outro e no mundo, por exemplo, dirá muito mais a nosso respeito do que de qualquer outra coisa/pessoa. Assim também o é com aquilo que nos satisfaz, nos encanta. Através de um simples comentário ou gesto (ou até da falta deles), podemos saber se estamos sentindo preconceito, medo, nojo, carinho, admiração, enfim, tudo aquilo que conseguirmos observar em nós, será um fato, uma sentença a nosso respeito.

Nesse ponto de nossa reflexão, alguns questionamentos serão cruciais: “Será que você conhece verdadeiramente sua essência?” “Saberia dizer, sem titubear, o que realmente é parte do seu caráter e personalidade e o que você, na realidade, apenas pensa que é?!”

Pode até parecer fácil essa tarefa da observação e constatação dos fatos sobre nós mesmos, todavia, o quanto de imaginação e de “achismos” você acredita que pode estar misturado à sua realidade? Quantas vezes você tentou vender uma imagem e soube, mais tarde (ou até mesmo já sabia), que aquele(a) não era você de verdade? A maioria de nós tem a tendência de pensar sobre si imaginando o que deveríamos ser ou que gostaríamos que os outros pensassem que somos. Por isso a tarefa de se conhecer e assumir pra si mesmo qual o seu verdadeiro EU é tão complexa e delicada, cheia de armadilhas e desilusões.

Quando passamos a entender e decifrar quais são os artifícios dos quais utilizamos para manipular, disfarçar ou proteger nossas reais intenções e opiniões, essa aventura do autoconhecimento torna-se mais reveladora. Desvendar quais são seus mecanismos de defesa e como você busca compreender e responder ao mundo a sua volta, será ao mesmo tempo traumático e libertador.

A partir do momento que sabemos como de fato somos e funcionamos, automaticamente aumentamos nosso quociente de inteligência emocional, pois teremos maior controle do nosso pensar, sentir e consequentemente do nosso agir. Essas habilidades nos deixam mais realistas, mais empáticos e menos reféns de nossas emoções e traumas, levando-nos a reagir de maneira muito mais adequada e racional às diferentes dificuldades e questões do dia a dia e também facilitando o relacionamento com todos a nossa volta, pois, uma vez que nos conhecemos e nos deciframos, faremos o mesmo com nossos semelhantes, muito mais facilmente que antes.

  1. Quer um outro ótimo exercício para iniciar sua jornada?! Então faça estas perguntas abaixo a si mesmo e as responda pensando única e exclusivamente em VOCÊ, sem incluir absolutamente nada de fora nem de outras pessoas:
  2. O que você gosta de fazer? (No âmbito dos relacionamentos, do trabalho, dos hobbies e em qualquer outra situação);
  3. O que te faz feliz?
  4. Do que você não gosta?
  5. Quais são seus objetivos pessoais e profissionais?
  6. Como e onde você deseja estar daqui a 5, 10 ou 50 anos?
  7. Como as pessoas a sua volta o definem?
  8. Quais seus maiores desejos e sonhos?
  9. Quais suas maiores realizações?
  10. Quais seus maiores arrependimentos?

*Por: Natália Ceará & Flávia Merschmann – Psicólogas | Bem Viver + [bemvivermais.com]

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