Saiba como a família pode auxiliar na quarentena dos idosos

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A geriatra do Hospital Santa Catarina (HSC), de São Paulo, Dra. Márcia Oka, dá dicas de como os filhos e netos podem cuidar da saúde dos idosos mesmo à distância

A experiência humana com pandemias demonstra que esse período de grande estresse pode elevar os casos de depressão e ansiedade, principalmente entre os idosos.

Isso aconteceu, por exemplo, em 2008, com o surto de H1N1. Exatamente no momento em que a população de idosos no Brasil só cresce – segundo dados da Pnad, a parcela de brasileiros com 60 anos ou mais cresceu de 9,8% para 14,3% da população em dez anos, entre 2005 e 2015.

O tratamento de quadros emocionais entre os mais velhos geralmente envolve muitas visitas e acompanhamento de perto.

Mas, durante o isolamento social, isso não é possível. Então, como garantir que nossos pais e avós estão bem, mesmo sozinhos?

Assim como acontece com a população em geral, os cuidados básicos para prevenir a Covid-19 são os mesmos para os idosos: isolamento social, lavar as mãos com frequência, evitar colocar as mãos no rosto e manter o calendário vacinal em dia.

Estamos em plena campanha nacional de vacinação contra a gripe, que foi antecipada pelo Ministério da Saúde.

A imunização não protege contra o coronavírus, mas ajuda a prevenir outras doenças respiratórias virais muito frequentes nessa época do ano, e pode reduzir a procura por hospitais.

Atenção aos sintomas da COVID-19 nos idosos

Quanto aos sintomas, é fundamental que familiares e cuidadores estejam sempre atentos ao comportamento dos mais velhos, pois muitos não apresentam os sintomas mais comuns quando são acometidos por um quadro gripal, como febre, tosse e falta de ar.

Muitas vezes, os idosos podem apresentar outros sintomas, tais como confusão mental, agitação, alteração no sono, irritabilidade e prostração.

Outro ponto de atenção diz respeito à organização dos medicamentos. Se eles estiverem em algum tratamento médico, é importante que a família deixe os remédios organizados na ordem em que devem ser tomados e dentro das caixas originais, pois alguns medicamentos, quando retirados do invólucro de segurança, podem perder a eficácia.

Quanto à alimentação, segundo a geriatra do Hospital Santa Catarina (HSC), de São Paulo, Dra. Marcia Oka, é importante que os filhos ou cuidadores garantam que o idoso terá todos os alimentos necessários para se manter saudável.

“O ideal é fazer cinco refeições ao dia: café, almoço e jantar, intercalados com lanches. O prato deve ser colorido, incluindo legumes, verduras, frutas, proteínas e carboidratos”, afirma a especialista.

A atenção à hidratação é outro fator importante, pois muitas vezes, o idoso não tem sente sede.

“Recomenda-se  beber de 1,5L a 2L de água por dia para evitar a desidratação, a depender das comorbidades, pois normalmente os idosos sentem menos sede, e isso pode dificultar a resposta do corpo diante de um problema de saúde. Mas, de preferência, ingira líquidos só até as 18h, para evitar a vontade de urinar durante a madrugada”, completa a Dra. Oka.

Acompanhamento virtual é fundamental

Para que a família esteja a par das queixas e dificuldades dos idosos durante a quarentena, é essencial manter contato frequente por telefone e chamadas de vídeo.

Com o monitoramento virtual, também é possível dar atenção a sentimentos como solidão, tristeza e sensação de abandono, que podem levar a um quadro de depressão.

“As crianças são fundamentais nesse processo, pois estão mais familiarizadas com as ferramentas digitais e podem trazer conforto e alegria para o vovô e a vovó. Incentive-os a iniciar uma leitura, jogos, filmes ou até mesmo um curso online”, afirma a geriatra do Hospital Santa Catarina.

Outro ponto importante são os exercícios físicos, já que, naturalmente, os idosos perdem massa muscular nesse ponto da vida, o que pode gerar fraqueza.

O contato com um personal trainer não é recomendado durante o isolamento, mas existem muitos vídeos instrucionais na internet ensinando a aproveitar o espaço da sua casa para fazer exercícios funcionais, yoga e caminhada, mesmo que seja pelo quintal.

“No entanto, vamos lembrar que, em grande parte, as quedas de idosos ocorrem dentro da própria casa. Por isso, é importante ter um ambiente adaptado, com banheiro com piso antiderrapante e barras para apoio, e evitar o uso de tapetes, assim como fios soltos pela casa”, conclui a Dra. Márcia Oka.

Hospital Santa Catarina (HSC)

O Hospital Santa Catarina prima pela excelência no atendimento seguro e humanizado. Referência de qualidade em serviços de saúde no Brasil, atende desde pequenos procedimentos até cirurgias de alta complexidade. A instituição filantrópica é parte da Associação Congregação de Santa Catarina, uma instituição filantrópica que impacta na cadeia de valor produtivo do país e atua nos eixos da saúde, educação e assistência social, por meio de 22 Casas e cerca de 14 mil colaboradores, distribuídos em seis Estados brasileiros. Com infraestrutura moderna, equipamentos de última geração e profissionais altamente qualificados, o Hospital Santa Catarina dispõe de 316 leitos, sendo 79 de UTI, distribuídos em cinco Unidades de Tratamento Intensivo (neurológica, cardiológica, pediátrica, geral e multidisciplinar), 15 salas de cirurgias, 3 salas de centro cirúrgico minimamente invasivo e pronto atendimento 24 horas.

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